Seus ossos estão em risco e você nem sabe! Entenda o que são as Fraturas por Estresse e como evitá-las.

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As fraturas por estresse são diferentes das fraturas que estamos habituados a ver no dia a dia. Elas não ocorrem por traumas agudos e de alta energia como acidentes, quedas de moto ou escadas.


As fraturas por estresse são microfraturas que ocorrem na arquitetura óssea e muitas vezes não são visualizadas em RX convencional, apenas em exames de imagem com maior acurácia como tomografia computadorizada e ressonância magnética.


O mecanismo dessas lesões se devem ao excesso de atividades físicas, onde os ossos são submetidos a cargas mecânicas repetitivas que causam micro danos às trabéculas ósseas e geram um desequilíbrio entre a sua formação e reabsorção.


Os principais agentes causadores são as atividades físicas de impacto como a corrida, o Crossfit, o balé, o futebol e os demais esportes de impacto.
Essas fraturas são mais comuns em mulheres, devido a fatores biomecânicos e hormonais. Na biomecânica da mulher, a menor distribuição da massa muscular e densidade mineral óssea predispõem às mulheres, a um risco maior de desenvolver essas fraturas.


Além disso, as irregularidades dos ciclos menstruais podem ser um indicativo de deficiência energética relativa no esporte, que afeta diretamente a saúde óssea. A restauração de um ciclo menstrual regular e o equilíbrio hormonal são essenciais para a prevenção dessas lesões.


A relação dessas fraturas com a Síndrome da Mulher Atleta é significativa, pois esta síndrome é caracterizada por desordens alimentares, amenorreia e osteoporose, que juntas aumentam a vulnerabilidade óssea.


Os ossos mais frequentemente afetados incluem a tíbia, a fíbula o fêmur e os ossos do pé, que são críticos em atividades de alto impacto.
A prevenção de fraturas por estresse envolve uma abordagem multidisciplinar. Aumentar a densidade mineral óssea através da redução do volume de exercícios de impacto e introdução de exercícios de fortalecimento é vital para o sucesso do tratamento.


A suplementação com cálcio e vitamina D pode ser recomendada para melhorar a saúde óssea, especialmente em indivíduos com ingestão dietética inadequada ou exposição insuficiente à luz solar. É muito importante a avaliação dos níveis hormonais como estrogênio, progesterona e testosterona e fazer sua reposição caso seja necessário.


Avaliar e aumentar o aporte calórico também é de suma importância para o sucesso do tratamento.
Além das abordagens convencionais, existem equipamentos tecnológicos que auxiliam na biologia da lesão, como a terapia por ondas de choque. Esta técnica utiliza ondas acústicas para estimular a cicatrização em locais de fraturas, mostrando-se excelente opção na aceleração da recuperação e na redução da dor sem o uso de medicamentos.


Portanto, uma abordagem integrada que envolve avaliação médica, correção de desequilíbrios nutricionais e hormonais, junto com a adoção de práticas de treinamento adequadas, é fundamental para prevenir e tratar eficazmente fraturas por estresse, especialmente em mulheres ativas.

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